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O que diz a ciência sobre o uso de risperidona e aripiprazol por autistas

1/09/2023Pesquisa & Evidências13 Comentários

Análise de diversos estudos aponta necessidade de compreensão sobre efeitos de longo prazo das duas medicações

Recebemos muitas perguntas sobre o uso de medicações por autistas. Não há um remédio que trate o autismo em si, mas algumas medicações são usadas para tratar as comorbidades associadas, como a ansiedade ou o déficit de atenção e hiperatividade.

Em fevereiro de 2023, uma revista da área da saúde chamada BMJ Evidence-Based Medicine publicou um artigo que avaliou a eficácia e a segurança dos medicamentos risperidona e aripiprazol para auxiliar no tratamento de crianças autistas: “Risperidona e Aripiprazol para Transtorno do Espectro Autista em crianças: uma visão geral de revisões sistemáticas”.

A pesquisa foi realizada por um grupo multidisciplinar de especialistas e buscou compreender melhor como esses medicamentos podem auxiliar no manejo das manifestações do autismo nas crianças.

Estudo apontou que os dois medicamentos contribuíram para amenizar as manifestações do autismo nas crianças

Para garantir a qualidade e precisão dos resultados, as revisões sistemáticas incluídas no estudo foram avaliadas utilizando uma ferramenta de medição específica, que classifica a qualidade metodológica dessas revisões. Nove resultados críticos relacionados aos sintomas centrais e não essenciais do TEA foram minuciosamente analisados pelo grupo de especialistas.

Um aspecto fundamental do estudo foi a participação ativa de organizações de pais de crianças autistas, que contribuíram no processo de revisão externa do relatório final para o Ministério da Saúde do Chile. A Fundación Unión Autismo y Neurodiversidad, a Federación Nacional de Autismo, a Vocería Autismo del Sur e a Vocería Autismo del Norte foram algumas das organizações que se envolveram nesse processo.

Os resultados revelaram que, tanto a risperidona quanto o aripiprazol, foram eficazes na redução da gravidade das manifestações do autismo, como comportamentos repetitivos, linguagem inadequada, retraimento social e problemas comportamentais, quando comparados ao uso de placebo.

Novas pesquisas ainda são necessárias para uma melhor compreensão do efeito dos dois remédios sobre as crianças autistas

É importante mencionar que a certeza da evidência para a maioria dos resultados foi considerada moderada. Além disso, foi observado que tanto a risperidona quanto o aripiprazol estão associados a eventos adversos metabólicos e neurológicos. É essencial ressaltar ainda que o acompanhamento dos participantes foi realizado em curto prazo e que, portanto, não foram acompanhados os efeitos colaterais a longo prazo.

Então, os resultados indicam que o uso de aripiprazol e risperidona poderia reduzir a gravidade dos sintomas do autismo a curto prazo. No entanto, é fundamental reconhecer que esses medicamentos também apresentam possíveis eventos adversos.

Nesse sentido, novas pesquisas – incluindo revisões sistemáticas de alta qualidade e ensaios clínicos randomizados de maior escala com acompanhamento a longo prazo – são necessárias para aprofundar o nosso conhecimento nessa importante área.

Sabemos que a busca por informações confiáveis e seguras é essencial para a melhor qualidade de vida de nossos filhos, pacientes ou entes queridos. Portanto, é importante continuarmos atentos às pesquisas e avanços científicos, buscando sempre o melhor suporte para nossas crianças.

Bárbara Bertaglia

Bárbara Bertaglia

Médica residente na pediatria da Santa Casa de São Paulo, pesquisadora na área de Transtorno do Espectro Autista e membro da equipe Autismo e Realidade desde 2019

13 Comentários

  1. O uso do Risperdal a longo prazo pode ser um potencializados para crises convulsivo epiléticos. Meu filho é prova disso, usou Risperdal desde os 5 anos e aos 17 desenvolveu as crises. Hoje Com 18 está controlada com uso de dois anticonvulsionantes

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  2. Bom dia! Meu filho tem 20 anos, já fizemos duas tentativas de introduzir a respirodona, porém ele fica mais triste , chora e diz que essa sensação ruim fica no peito dele. Levando ele a não querer viver. Fica forte esse lado emocional.
    Hoje o médico que está tratando o metabolismo devido a obesidade (após tomar olanzapina, engordou 17kg em 1 mês) tirou a respirodona e olanzapina introduziu o Latuda, hj fazem 9 dias que está tomando senti um sorriso em seu rosto um permanência maior dessa felicidade nele. Mesmo ele ainda dizendo não querer viver.

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  3. Olá doutora, meu filho tem 4 anos e autismo o laudo ainda não está fechado mas tudo indica ser grau 2, a neuro recomendou o uso de risperidona, 0,25 gm por dia. Disse que ajudará na concentração nas atividades e melhora o desinvolvimento dele, porém estou insegura pois ele já faz o uso do neuleptil.

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  4. Aripriprazol e risperidona podem ser tomados no mesmo horário?

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  5. meu filho tem tea mais tres trantostorno do apectro autismo faz uso de rispiidona aripripazol e setralina ele tem muitas crise se machuca agessivo , agora nao esta querendo ir ao colegio isso esta nos deixando muito preocupado nao amadurecimento para idade ouve repeti um lindo coracao , as vezez vem com muita agressividade pra mim nao gosta de determinadas palavras comida tem muitas dificuldades .

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  6. Boa noite! Me chamo isabelli, mãe do Mathias que foi diagnóstico com tea.
    Neuro receitou aristab pra ele, por um tempo foi bom vi melhoras no completamente, passado uns 6 ou 7 meses senti a necessidade de aumentar dose, e se passaram mais uns meses, percebi que a medicação já não estava mais fazendo efeito.
    Por este motivo resolvi não dar mais a medicação pra ele, meu marido e a família dele me julga por isso. Eu só quero o melhor pra ele, e não vejo que remédio vai ser a melhor solução, pois se a cada 6meses eu tiver que ajustar a dose, ele tem apenas 5 anos e eu já estava dando 1,5 ml e a noite e 1ml pela manhã. Estou em busca de remédio fitoterapico pra ele, pois acredito que tenha algo mais natural que posso nos ajudar! Com isso gostaria de uma opinião de VCS, se minha atitude está correta, em deixar de dar o remédio farmacêutico e procurar algo mais natural a ele.
    Att isabelli

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  7. Olá meu filho é autista nível de suporte 2 ele começou com aristab mais tomava a noite eu li sobre o uso do medicamento ele deve ser tomado na parte da manhã.
    Foram 3 meses e não vimos nenhum resultado será que se começamos a dar de manhã podemos ter uma melhora.
    Pq já tomou respiridon notamos que ele fica meio agitado pra dormir demora pra dormir e estamos pensando em dar o arpejo de manhã pra ele.

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  8. Meu sobrinho tem 3 anos e teve diagnóstico de Autismo Espectro 2.A médica neurologista passou o remédio respiridona,é correto isso?

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  9. Sobre as medicações é possível a combinação das duas medicações?

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  10. Tenho um filho de12anos que é altista nunca consegui uma terapia ocupacional para ele esta numa lista de espera que nunca têm vaga a única consultar com a pediatra e de três ém três messes para acompanhar o uso da respiridona preciso de ajuda de multifuncional. I

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  11. Eu queria saber sim tem farmácia que dar esse médio ou tem que comprar

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  12. Qual a reação do uso do aripiprazol em crianças

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  13. bom dia dra

    o meu filho anda a tomar risperidona 1 mg e trazodona diario faz lhe bem doutora . estava muito agresssivo com a mae com murros duma medicaçao que tomava . Agora mudaram vai ficar melhor???

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