Kelvin, o menino super feliz

19/11/2019Histórias0 Comentários

Participante da nossa exposição para o Dia Mundial do Autismo, mudou a percepção de felicidade da sua família

“Umas das primeiras coisa que o Kelvin conseguiu falar foi aos três anos. Eu perguntei pra ele ‘O que você quer ser quando crescer?’ e ele respondeu ‘Papai, eu quero ser feliz!’”. A história de Alessandro de Souza resume muito bem a essência do seu filho, Kelvin, hoje com oito anos. Um menino alegre, que adora brincar com o irmão caçula, e que é feliz sendo quem ele é.

Kelvin foi um dos participantes da nossa exposição fotográfica Meu Super Herói, criada para celebrar o Dia Mundial do Autismo deste ano. O projeto convidou sete famílias de crianças e jovens diagnosticados com o Transtorno do Espectro Autista para apresentar motivo pelo qual eles são super-heróis na vida cotidiana. Apelidado pela família de Super Feliz, Kelvin chamou a atenção de todos na sessão de fotos, com seu sorriso e a alegria ao brincar de voar.

Por trás da felicidade de Kelvin, existe muita perseverança. O choque inicial do diagnóstico mudou todos os planos da família. “No início, você não sabe o que vai ser do futuro, se o seu filho vai falar, se ele vai conseguir trabalhar”, relembra Alessandro. Buscar diferentes fontes de informações sobre o autismo ajudou a família a ter mais segurança sobre o diagnóstico e os próximos passos.

As intervenções desde cedo ajudaram Kelvin a começar a falar e a aprender a ler e a escrever

Mais convictos do caminho a seguir, a família seguiu as orientações médicas e buscou de imediato os tratamentos de fonoaudiologia e psicoterapia. “O Kelvin é um exemplo de que os pais unidos podem conseguir uma vida melhor, mais inclusiva para a criança autista. O Kelvin não falava, e hoje ele não só fala, como já sabe ler e escrever. Tudo  graças às terapias que nós buscamos desde o início”, afirma Alessandro.

A rotina do menino é cheia de atividades estimulantes. Ele vai para escola regular pela manhã e, à tarde, se divide entre aulas lúdicas, como culinária, dança e esportes, e as sessões de psicoterapia, fono e psicopedagogia. “Após o diagnóstico, nós criamos novos sonhos e planos. Esse é o super poder dele: nos ajudar a ter uma outra visão a respeito de quem será o Kelvin no futuro”, conclui Alessandro.

Você pode conhecer um pouco das histórias dos outros participantes neste vídeo: 

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