Criando conexões

23/01/2020Histórias3 Comentários

Mãe de um menino autista, Darline reflete sobre a importância das relações na comunidade de famílias com TEA

As conexões que construímos ao longo da vida, ainda mais na comunidade autista, são muito importantes. As pessoas com quem convivemos e nos relacionamos dizem muito sobre nós.

Depois que confirmamos o diagnóstico do Carlo, ficamos um pouco tensos: como falamos para os outros que ele é autista? Tínhamos medo dele sofrer preconceito, das pessoas não entenderem. Mas, então, decidimos que não fazia sentido tentar esconder ou disfarçar quem o Carlo é. Afinal, todas as pessoas têm alguma limitação. O autista espera apenas que os outros acolham o seu jeito de ser.

Contamos para todo mundo sem exceção, e ficamos muito surpresos! O retorno das pessoas foi incrível, com muito acolhimento e empatia. Cada uma das pessoas que me conectei de alguma forma me ajudou a achar um norte. A troca entre familiares e cuidadores cria uma dinâmica de aprendizado mútuo que nos ensina muito sobre a intuição humana e o amor ao próximo.  

Para quem ainda está hesitante em falar abertamente sobre o TEA, um bom início é começar a trocar informações sobre o transtorno em grupos de familiares de autistas e em eventos sobre o distúrbio. Com o tempo, vá se arriscando um pouco mais e compartilhe mais da sua rotina com amigos próximos, a equipe e pais da escola do seu filho.

Dividir conhecimento e compartilhar experiências sobre a vida no espectro autista ajuda a fortalecer a nossa rede de apoio e traz muita positividade para a nossa vida cotidiana. Isso molda a nossa vida. Então, nada melhor do que se abrir e trocar as experiências positivas e também as angústias. Não estamos sozinhos, nós podemos e devemos nos ajudar.

Darline Locatelli Renault de Castro

Darline Locatelli Renault de Castro

Mãe de dois filhos, Carlo e Pietro, formada em direito e gastronomia, atualmente se dedica a auxiliar na informação e conhecimento acerca do tema TEA

3 Comentários

  1. valéria

    Muito interessante depoimento de Darline, eu tenho recém um diagnostico para minha filha que já passou por muita coisa e sofrimento na escola e na universidade, agora com 22 anos ainda parece uma criança com muitas capacidades mas que ninguém entende sua aversão a interação social, eu gostaria tentar ajudar a ela , a mim mesma como família, na preocupação por ela entrar no mercado de trabalho e ser independente, e assim acredito ajudar a outros pais na minha cidade. Gostaria saber se seria possível fazer na minha cidade Curitiba uma extensão da sua fundação.

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  2. Ester Anunciaçao de Andrade

    olá!Boa tarde!Meu nome é Ester e sou avó de uma linda menina chamada Olga,que atualmente tem 2 anos,desconfio que ela tem um autismo leve,mas não tenho certeza por que ela não tem nenhum diagnostico concreto ainda,gostaria da ajuda de vcs,pois li que se fizermos o tratamento dela antes dos 3 anos será melhor para o desenvolvimento dela! Grata pelo apoio!

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  3. José Antônio da Silva Aguiar

    Meu filho tem 4 anos todos os dias é um inciname tô pois ele oberseva tudo quando agente fala erado ele logo corrigi ontem ele tava fazendo bolinha de sabão faltei que era bolo ele me falou que não era bolha de sabão

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