Uma criança com TEA será um adulto com TEA

15/03/2019 | Entendendo o TEA | 3 Comentários

A condição é permanente e os desafios, cuidados e limitações variam em cada etapa da vida

Quando o assunto é autismo, muito se fala das crianças, já que é possível identificar os primeiros sinais e iniciar alguns tratamentos antes dos 2 anos de idade. Mas é importante lembrar que o TEA é um distúrbio permanente, que vai apresentar alterações ao longo da vida do portador. Assim como qualquer outra pessoa, o autista terá que lidar com mudanças relevantes na infância, adolescência e idade adulta. A sua habilidade para navegar essas transições vai depender do apoio profissional e familiar que atenda às suas necessidades nos campos de saúde, educação, emprego, lazer e relacionamentos.

 

Primeira infância (0 a 6 anos)

Os sintomas de transtornos do espectro autista já são visíveis em bebês (saiba mais sobre as características aqui e aqui, e caso haja a suspeita de algum distúrbio no desenvolvimento, os pais e responsáveis devem investigar o quanto antes. A avaliação é feita por uma equipe multidisciplinar, composta por pediatra, psicólogo, psiquiatra, neurologista e fonoaudiólogo. O diagnóstico precoce é um dos principais focos da pesquisa sobre os TEA, já que permite antecipar o tratamento adequado para o tipo de transtorno e o nível de funcionalidade do portador. O acompanhamento especializado desde os primeiros anos pode amenizar significativamente os sintomas e reduzir em até dois terços os custos dos cuidados ao longo da vida.

 

Os interesses, habilidades e necessidades do autista vão ajudar a planejar a rotina na idade adulta

 

 

Idade Escolar

A passagem da infância para a adolescência traz novas oportunidades de socialização e aprendizado, e os pais junto com a equipe de cuidadores devem entender as melhores maneiras de ampliar o horizonte do portador. A evolução da criança costuma alterar o plano de tratamento, com a inclusão de novas abordagens, como o método ABA, terapia comportamental ou ocupacional. Também pode ser recomendado que o portador frequente a escola regular, faça cursos ou pratique esportes para conviver com novos estímulos.

 

 

Idade Adulta

A preparação para transição deve começar ainda na adolescência. É importante que o portador, pais e cuidadores conversem sobre os interesses, habilidades e necessidades do indivíduo para entender quais serão as prioridades desta nova fase. Com isto definido, é hora de analisar os serviços de apoio que serão necessários, como treinamento vocacional, educação técnica ou superior, coaching para empregos e suporte para habitação, entre outros. O tratamento clínico também costuma ser alterado, enfatizando as habilidades de autoajuda para promover uma maior independência de acordo com o nível de funcionalidade de cada pessoa. Ao longo do caminho, é importante monitorar a saúde mental do portador, já que pesquisas recentes apontam que jovens adultos com TEA têm um risco maior de desenvolver depressão do que pessoas sem o transtorno.

Para entender melhor sobre a experiência escolar para crianças com TEA e a transição para idade adulta, veja a nossa página de Cartilhas. E se você precisa de ajuda profissional especializada, consulte a nossa lista de Instituições de Apoio em todo Brasil.

3 Comentários

  1. Adriane Araújo Nogueira

    Bom dia, aos 45 anos estou percebendo, que meu pai possui características de autismo.
    O mesmo tem 70 anos, sofri muito com seus comportamentos, pois sempre fui regeitada por ele, preciso ajuda-lo.
    Por favor me ajudem.
    Obrigada.

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  2. Elaine Machado Gama

    Trabalho na sala da creche de uma acolá particular,é temos um aluno de 2 anos,que a princípio tem todas s característica de TEA.
    Foi muito os esclarecimentos.
    Obrigada!!

    Responder
  3. Jones Sales Dos Reis

    Tenho 47 anos .e por ser uma pessoa impulsiva.me chamaro de autista.gostaria de mais detalhes sobre isso fiquei muito triste.preciso de ajuda .alguem pode me ajudar a resolver

    Responder

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