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TDAH e Autismo: Transtornos diferentes que podem estar juntos

30/05/2019Saúde & Diagnóstico24 Comentários

As duas condições afetam o desenvolvimento neurológico na infância

Comenta-se muito sobre a relação entre o autismo e o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). As diferenças às vezes parecem sutis, e o fato de haver várias pessoas com os dois transtornos dá a impressão de que eles sempre andam juntos. Mas as particularidades de cada condição são peças fundamentais para se chegar a um tratamento adequado.

Tanto o TEA quanto o TDAH afetam o desenvolvimento neurológico, com sinais visíveis já na primeira infância. Em ambos, os indivíduos apresentam desatenção, disfunção social e comportamento de difícil manejo. Também facilita a confusão o fato de que muitas crianças com autismo possuem sintomas de outras condições psiquiátricas. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), cerca de 70% das pessoas com autismo podem ter um distúrbio mental associado, o que é conhecido na linguagem médica como “comorbidade”.

Vamos então retomar as definições de cada condição. O autismo, como explicado em outras áreas do nosso site, é caracterizado por dois atributos: a dificuldade na interação social e na comunicação e a presença de comportamentos restritos e repetitivos. Já no TDAH, os traços principais são níveis excessivos de desatenção, desorganização e/ou hiperatividade-impulsividade. Ou seja, a criança com autismo possui dificuldade de interagir com outros por ter uma maneira diferente de entender o mundo, enquanto quem tem TDAH costuma ser descrito como um indivíduo que vive com a cabeça nas nuvens, o que também prejudica as suas relações sociais.

Ao contrário do TEA, a pessoa com TDAH não tem foco

A inadequação social e a consequente rejeição sofrida pela pessoa hiperativa é, na essência, bem diferente da falta de interesse em envolvimento social e pistas de comunicação das pessoas no espectro autista. E a melhor maneira de diferenciar as condições é olhar para os elementos principais do TDAH: atenção e hiperatividade. O indivíduo com TDAH tem dificuldade de manter a atenção em diversas ocasiões, inclusive em aulas e conversas, por causa da falta de foco. Por outro lado, o obstáculo no TEA está em não saber como interagir. Outros sintomas de TDAH, especificamente relacionados à atenção, são:

  • Não prestar atenção em detalhes ou cometer erros por descuido
  • Não seguir instruções até o fim e não conseguir terminar tarefas
  • Dificuldade para organizar atividades e cumprir prazos
  • Perder coisas necessárias para tarefas
  • Ser facilmente distraído por estímulos externos

A hiperatividade do TDAH é similar à inquietação dos autistas

No âmbito da hiperatividade-impulsividade, a pessoa com TDAH frequentemente tem dificuldade de se manter parado (seja sentado ou numa fila) e costuma remexer ou batucar com os pés e as mãos. Esses comportamentos podem ser confundidos com a inquietação das crianças com TEA, principalmente em momentos em que sua rotina é quebrada ou quando estímulos externos afetam os seus sentidos. A hiperatividade no TDAH também se manifesta por:

  • Correr ou subir nas coisas em situações inapropriadas
  • Ser incapaz de brincar ou se envolver em atividades de lazer calmamente
  • Deixa escapar uma resposta antes que a pergunta tenha sido concluída
  • Frequentemente interromper ou se intrometer nas conversas

Uma última similaridade: tanto o diagnóstico do TEA quanto do TDAH não são confirmados por exames laboratoriais ou de imagem. O processo adequado é a avaliação clínica feita por especialistas com auxílio de questionários padronizados e validados. Ambos os transtornos exigem um tratamento multiprofissional (acompanhado por diferentes profissionais, como médicos e psicólogos), e as medicações para TDAH podem incluir cloridrato de metilfenidato ou dimesilato de lisdexanfetamina. Nos casos em que o TEA ocorre isoladamente, o tratamento é baseado em terapia comportamental e não envolve remédios. Mas, nas duas situações, o diagnóstico precoce e o acompanhamento por profissionais qualificados é fundamental para a qualidade de vida do paciente.

Escrito por Clara Padrón, Barracuda Conteúdo

Atualizado em 10 de novembro de 2025

24 Comentários

  1. Excelente, gostaria de mais informações.

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      • Meu filho tem 3 anos. Desconfio que tenha TDAH ou TEA leve. Ainda não o levei para nenhuma consulta. Andei pesquisando pela Internet alguns comportamentos dele e cheguei até aqui. Ele nao tem problemas em interagir com os coleguinhas…até tem vários amigos. Mas é muito ativo e nunca pára quieto, nem mesmo na hora de dormir.
        -Correr ou subir nas coisas em situações inapropriadas, é para ele um acto normal Apesar de tentar manter uma rotina para ele noto que algo não está certo. Ele ainda apresenta algum atraso na fala. Tem dificuldades em formar frases. utiliza poucos verbos de ação. Conhece todas as palavras e sabe pronunciar bem. Conhece os números até 20. Sabe o alfabeto inteiro, conhece as cores, as frutas e legumes, as formas, os objetos… tanto em português como em ingles. Aliás ele tem uma inclinação enorme para o inglês…. penso que isso pode estar atrapalhando a fala em português…
        Mas de acordo com o que eu li aqui, o meu filho apresenta quase todas as características de uma criança com TDAH, só que também estou preocupada com o TEA por causa do atraso na fala. Alguém poderia dar um feedback só para eu ter uma luz?

      • Meu filho foi diagnosticado com TEA E TDHA e como mãe tenho muito dificuldade para ligar com meu filho perco a paciência pois ele responde parece não entender as regras! Já fez 3 anos de clínica com equipe multidisciplinar.e depois TCC com psicólogos . Tem acompanhamento com neuropediatra e parece que o nervosismo quando entra em surto não melhora está tomando ritalina 10 . Eu não sei como ajudar meu filho!

    • Ola Boa noite meu filho foi diagnosticado com autismo leve .E o neuro pediatria indicou que tomasse ritalina , este remedio é indicado pra criança com autismo leve ???

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      • Ola boa noite me chamo Bruna tenho uma filha de 9 anos foi diagnosticada com tdh e tod so que tem um sid Sem 5 e seletiva na roupa na comida nas amizades nao brinca com a irma tenho dificuldade para sair com ela tem dificuldade para acerta regras fazer atividade alidar com situações diferente ja fui em vários médicos o que fazer tem dificuldade no aprendizagem e no convivo social o que fazer nesse caso

  2. oi boa tarde meu filho foi diagnosticado com tdah .qual a melhor solução ,ele esta fazendo a fono ,a psicologa e gostaria de saber se ele precisa fazer a psipegadogia e psicomotricidade

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    • Bom dia!

      O neuro psicologo indica o TEA, mas que faz o diagnóstico é o psiquiatra.

      Minha filha é autista leve e tem TDAH.

      Para o autismo ele faz terapia comportamental com psicólogo.

      A ritalina ela toma para o TDAH.

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  3. Meu filho tem 12 anos e autismo nível I e TDAH. Não sei porque a ritalina deixou ele mais agitado. Gostaria de saber.

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    • Se a ritalina deu efeito rebote não é tdah. Ou a dose está errada. Ela tem que ajudar a acalmar se está fazendo ao contrário então tem alguma coisa errada.

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    • A ritalina é para concentração, meu filho TB vai tomar, ele tem TDAH.
      Provavelmente terá que diminuir a dosagem.

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    • Crianças com tdah são agressivas e xingam os pais normalmente?

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  4. Oi boa noite um neurologista consegue detectar o tdah tea eu eu vou no neuro pq já não aguento mais essa síndrome é minha vida era estranha quando criança eu era insuportável não terminei nada é hoje está uma luta tento manter o equilíbrio dos meus filhos mas minha mente tá uma bomba será que neurologista consegue me ajudar

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  5. Olá boa noite tenho uma neta que se encaixa nas duas situacoes e na verdade a professora da creche pediu para levar ao pediatra para dar uma olhada desconfia de TDAH por onde devo começar em questão do tratamento??? Ela tem 5 anos

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  6. Oi, Boa tarde! Minha filha tem um ano e suspeito q ela é hiperativo por suas atitudes. Ela não se aquieta nem p dormir, não fica quieta p comer é não interte com nada. Será q ela é hiperativo?

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  7. minha filha tem 4 anos e diagnostico autismo moderado a leve esta tomando aristab a noite e fluoxetina cedo mas esta muito agitada,não tem parada.quem puder me ajudar fico grato.

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  8. Boa tarde, minha filha foi diagnosticada c autismo leve e tdh. Ela tem 26 anos depous de adulto q descobrimos. Como deve ser o tratamento?

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    • Olá! É importante procurar profissionais especializados, como neurologistas, psiquiatras ou psicólogos. Eles poderão avaliar de forma adequada e orientar os próximos passos.

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  9. meu filho foi diagnosticado com TDAH leve mas tem sintomas de autismo esta em tratamento pois gostaria de saber qual procedimento tomar para que eu possa ter uma pensao para ele e um acompanhamento de uma pedagoga na escola pois ele tem muita facilidade de decorar as coisas e sabe ler e escrevef com 7 anos fala 3 linguas diferentes e as operacoes da matematica

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  10. Oi
    Meu filho tem TDAh ele toma ritalina e respiridona,ele faz tratamento com psicóloga e psiquiatra,gostaria de saber qual grau dele…Ele pode ter autismo tbm me explica por favor.

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  11. Minha filha tem o diagnóstico de TDAH tipo associado ao TEA e DI ela é considerada AUTISTA ?

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  12. Sou adulto com 36 anos com TEA nível 1 e estou a passar por avaliação de TDAH

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  13. Sofro com esse dois sintomas e estou descobrindo agora estou estudando pra técnico em radiologia e estou ficando louca pra estudar e não estou conseguindo tenho 37 ano, achei que era burra , diferente nunca entendia porque eu era diferente das outras pessoas .

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  14. O texto nos faz refletir sobre a importância de compreender as diferenças entre o TEA e o TDAH, pois, apesar de apresentarem algumas características semelhantes, cada condição possui suas particularidades e necessidades. Como profissionais da educação, precisamos ter um olhar atento, acolhedor e respeitoso, reconhecendo que cada criança aprende e se desenvolve de maneira diferente. É fundamental oferecer apoio, adaptar as atividades quando necessário e criar estratégias que favoreçam a atenção, a comunicação, a interação social e a autonomia dos alunos. A parceria entre escola, família e profissionais especializados também é essencial para promover uma educação inclusiva, garantindo que todas as crianças tenham oportunidades de aprender e se desenvolver.

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