Minha Família (im)perfeita

29/04/2020Histórias0 Comentários

Colunista comenta como o nascimento da sua filha autista a fez reavaliar sua definição de perfeição

Até os meus 28 anos e 364 dias, eu acreditava que vivia muito próximo de uma vida perfeita! Nada nunca foi fácil para mim, mas tudo sempre foi muito organizado, sempre trabalhei com metas e, como eu disse, apesar de nada ter sido fácil eu sempre realizei meus planos. Era planejar, focar, me dedicar e realizar. Foi quando um dia, antes do meu aniversário de 29 anos, a minha vida mudou… Me tornei mãe! Foi aí que entendi o significado da palavra “perfeição”.

Eu olhava para aquele pacotinho rosa e não acreditava que eu tinha conseguido fazer algo tão incrível, delicado e único. Mas meu pacotinho rosa chorava, chorava muito e depois de um perfeito vendaval chegamos ao diagnóstico de autismo… E eu que tinha minha vida milimetricamente planejada não conseguia planejar sequer o meu dia seguinte!

Aprendi com a Manu uma nova forma de perfeição. É muito fácil amar minha família e me sentir amada quando tudo está bem. Difícil é ver esse amor se manter firme no meio da tempestade. E mantivemos! Hoje eu entendi que não tenho que procurar por “perfeição”. Talvez a “imperfeição” seja mais verdadeira, livre e divertida. A perfeição nos limita e estagna, já a imperfeição nos obriga a evoluir e melhorar!

Nessa nova jornada conheci perfeitos amigos, perfeitos idiotas, perfeitos profissionais, perfeitos incompetentes e a maior e melhor das perfeições minha filha “imperfeitamente perfeita”!

Daiana de Souza Camilo

Daiana de Souza Camilo

Mãe da Manu, faz cursos de Intervenções Precoces no Autismo e de Terapia ABA. Daiana e o marido Dione Ribeiro Camilo são autores do perfil no Instagram @mundo_da_manu_tea

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