Apoio psicológico para mães atípicas

31/03/2023Família, Escola & Sociedade10 Comentários

Conviver com outras pessoas responsáveis por autistas ajuda a encontrar compreensão e reduzir a sobrecarga

O diagnóstico de autismo traz grande impacto para a rotina familiar. Pode gerar sobrecarga física e mental, altos níveis de estresse e baixo índice de qualidade de vida para seus integrantes. “Há evidência de que o autismo tem impacto sobre a família e que a sobrecarga dos cuidados recai principalmente nas mães”, afirma estudo da professora Cleonice Bosa, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (leia aqui).

Conviver com outras mães de autistas e ter a oportunidade de trocar experiências sem julgamento é importante para estabelecer um espaço de compreensão mútua. Sendo assim, fica uma dica para as mamães atípicas: participem de grupos de apoio presencial ou pela internet, por meio de rodas de conversas.

Os principais pontos de discussão em comum são o impacto do diagnóstico, a reestruturação familiar e a convivência com as crianças com autismo e suas nuances.

Permitir-se momentos de relaxamento e atividades individuais dá forças para enfrentar a rotina

O fator aceitação é uma libertação. Ele possibilita ver além do transtorno e facilita a visualização do lado positivo da situação. Afinal, após o diagnóstico, a família pode procurar acompanhamento e intervenção, de maneira que o desenvolvimento da criança seja privilegiado.

Momentos de bem-estar propiciam um relaxamento em meio à rotina intensa. Portanto, é significativo procurar atividades individuais prazerosas que estimulem a alegria e a paz interior.

As mães atípicas devem sempre procurar um contraponto de satisfação e prazer em sua rotina.

Uma pessoa não dá conta de resolver tudo sozinha: não tenha medo de acionar sua rede de apoio

Durante a rotina diária, algumas estratégias de enfrentamento também podem auxiliar, como se concentrar no que deve ser feito em seguida, e não perder tempo se preocupando com problemas que ainda não tenham solução.

A ideia é sempre focar no próximo passo. Na sequência, é aconselhável desenvolver um plano de ação, como planejar o dia e aceitar ajuda de uma rede de apoio. Você não precisa resolver seus problemas sozinho(a).

Se possível, ter uma vida profissional que te satisfaça também atua como fator de enfrentamento. Viver sua individualidade ocupacional faz com que você tenha seu espaço na sociedade, enquanto mãe e trabalhadora.

Yasmine Martins

Yasmine Martins

Psicóloga Clínica formada pelo Centro Universitário São Camilo, com especialização em Neuropsicologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), aprimoramento em Psicologia Hospitalar e mestrado em Ciências da Saúde Infantil no Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo (IAMSPE). É doutoranda em Saúde Baseada em Evidências na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

10 Comentários

  1. E esse apoio tem custo financeiro?

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  2. Sou mãe de uma autista que é diagnosticada por grau moderado. E ela tem uma irmã que é muito curiosa e hiperativa. E fala muito e obedece pouco. E enquanto a gente não olha para ela, ela não diz o que quer. E a mais velha que tem o autismo confirmado, não gosta de ficar em casa ou pedir os alimentos para comer as vezes ela foge para a casa da vizinha. E me deixa preocupada. E como elas não guardam brinquedos então a casa fica uma bagunça e para eu dar conta da bagunça comecei a fazer o croche para vender porque me desestressa e ganho dinheiro.

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  3. Já tive muitos diagnóstico, boderlaine, bipolar, neurótica, até de esquizofrenia, mas tenho ctz que sou autista, oq meu filho e igual tem dislexia, tdh. Eu tenho mudanças de humor, toc, nas pq gosto de rotina. Só queria ter ajuda.

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  4. Boa noite! Que bom que existe essa rede de apoio! Estou junto com meu companheiro a 20 anos e o filho dele q foi diagnosticado com asperger aos 4 anos de idade que morava com a avó pois ele briga muito com as irmãs ( duas) uma de cada pai. . Pediu a 8 meses para vir morar conosco. Aceitei pois assim meu marido q era não tão frequente nas visitas, ficaria mais perto dele. Parou de Pg pensão através de uma audiência virtual e recebe BPC. Descobrimos q sua mãe fez várias dívidas em nome dele. E ele passou a pagar pra tirar o nome do cerasa. Depois q veio conosco. Comprou Notbook, tudo o q queria com o seu dinheiro q agr fica pra ele. Mas meu marido está passando toda a responsabilidade pra mim. O filho dele é muito relaxado e esquecido. Só toma banho se eu lembro, só escova os dentes se eu. O lembro, . Passa a tarde toda no jogo no Notbook. Faz Equitacao terapeutica e instituto gourmet. . Terminou o terceiro colegial e fica em fórmula 1. Agr estamos em atrito poissele se sente muito “mandado” por mim. . Ah eu cuido de um irmão de 61 anos com paralisia cerebral. Sou prof aposentada. Estou em crise conjugal por isso pois meu marido fala a pego muito no pé do filho.

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  5. A mãe do Kauê está morrendo de tristeza e eu não posso fazer nada. Ela é minha mulher. Não sou pai biológico do Kauê. Ela fala em morrer,se matar. Está definhando, não suporta mais e não tem mais forças e nem vontade de viver.
    SOCORRO!

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  6. Ajuda pra uma mãe atípica lidando com separação e crise de ansiedade

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  7. Preciso fazer terapia pra conduzir melhor a vida do meu filho com TEA

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  8. Oi meu nome é Gabriele eu sou mãe é a típica de montes Belo 3 e eu queria receber esse apoio para as negativas psicológico mesmo

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  9. Estou precisando de um apoio

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    • Olá! É muito importante buscar apoio com um profissional especializado.

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