Autismo no mercado de trabalho: incluir é preciso

30/04/2024Destaques, TEA no Dia a Dia0 Comentários

Autismo no mercado de trabalho: incluir é preciso 

O mercado de trabalho passou por uma série de transformações. Hoje é mais tecnológico, automatizado. Modernizou-se também no que diz respeito às relações. Empresas e marcas já perceberam que é preciso se humanizar, ser mais sustentável e respeitar a diversidade – não só na teoria, como na prática. E, isso, claro, envolve fortalecer a inclusão no dia a dia do trabalho.

Entre os públicos que merecem atenção estão as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Hoje, uma pessoa com autismo se formar, se qualificar e atuar no mercado de trabalho é uma realidade que, aos poucos, vem se firmando no Brasil. 

                           Crédito: iStock Photo

O que muitos podem não saber, é que existe até uma lei que trata da questão. 

Lei 12.764

Desde 2012, o Brasil conta com a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista que prevê, entre outros pontos, o direito e o estímulo à inserção da pessoa com TEA no mercado de trabalho.

A Lei Berenice Piana, como é conhecida a Lei 12.764,  institui os direitos das pessoas com autismo em esferas como saúde, educação e trabalho, tais como:

  • Acesso à educação;
  • Acesso ao ensino profissionalizante;
  • Acesso ao mercado de trabalho;
  • Acesso à previdência e assistência social, entre outros pontos.

Emprego apoiado

O Emprego Apoiado (EA) é uma metodologia que surgiu nos Estados Unidos, nos anos 1970, e defende que toda pessoa pode trabalhar, desde que lhe sejam oferecidos os apoios de que precisa. Ainda pouco conhecida no Brasil, ela sugere pensarmos a inclusão de uma ponta a outra. 

Afinal, a  legislação contribui muito, mas sozinha não basta. É preciso mudar o paradigma, mudar a mentalidade da sociedade. É preciso ir além: não só contratar esses profissionais, como também incluí-los. E isso, claro, pode envolver adaptações para que o ambiente seja amigável à pessoa com TEA.

Vale abordar o tema com os colaboradores, dando voz e vez a quem realmente vive essa realidade e conhece sobre essa condição. A disseminação de conhecimento é fundamental para o relacionamento na empresa e, também, fora dela. Incentivar o respeito e manter um canal aberto de comunicação é muito importante. Afinal, respeitar as características do colaborador com autismo é essencial para que haja uma verdadeira inclusão. 

Precisamos dizer que é comum que pessoas com TEA tenham várias habilidades que podem agregar muito em ambientes profissionais. Aqui, algumas delas: 

  • lidar com questões lógicas e matemáticas
  • facilidade para serviços visuais
  • disposição às atividades repetitivas e metódicas, com rotina diária
  • facilidade com atividades que envolvam regras, padrões e conceitos bem definidos

Vale lembrar que cada indivíduo é único, assim como são únicas suas aptidões e preferências.

O mercado de trabalho do futuro precisa ser mais humano e refletir as demandas da sociedade. E ele precisa começar hoje, no presente. 

Faça sua parte!

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *