Hiperfoco: saiba o que é para fomentar a inclusão de pessoas com TEA

31/05/2024Destaques, TEA no Dia a Dia0 Comentários

Hiperfoco: saiba o que é para fomentar a inclusão de pessoas com TEA

Quando falamos de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), um dos temas recorrentes é o hiperfoco. Mas, afinal, como ele se manifesta? O hiperfoco acontece quando  uma pessoa tem foco intenso em um determinado assunto, a ponto de ignorar completamente ou ‘desligar-se’ de todo o resto. Essa definição está no artigo “Hiperfoco: a fronteira esquecida da atenção”, uma revisão de estudos sobre o tema publicada em 2019 pela revista científica Psychological Research. A publicação também busca diferenciar o hiperfoco daquele interesse, mesmo que exacerbado, que podemos perceber em fãs de futebol ou até mesmo de alguma celebridade. 

Hiperfoco e TEA

O hiperfoco é um fenômeno predominante entre pessoas com TEA ou com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), mas não é uma característica exclusiva dessas pessoas. 

O foco em questão pode ser em diversos tipos de coisas, em áreas como arte, esportes,  botânica, números e por aí vai. Geralmente, o hiperfoco é relacionado a algo que transmite algum tipo de bem-estar para o indivíduo focado. 

O hiperfoco no autismo lembra uma espécie de “fascínio” ou “fixação” sobre um assunto específico e pode impactar as interações sociais e até mesmo a saúde da pessoa com TEA.  Isso porque esse interesse intenso pode contribuir para o isolamento social, principalmente quando se trata, por exemplo, de interesses muito específicos, como galáxias ou números. 

No caso de crianças, é comum vê-las brincando sozinhas, conectadas em um universo que as interessa muito. De toda forma, é possível alguma conexão ocorrer por este interesse em comum. 

Em pessoas com TDHA, o hiperfoco não necessariamente contribui para o isolamento ou dificuldade das interações – aspecto mais recorrente em pessoas com autismo. 

Inclusão

Não há cura para o hiperfoco e ele também não deve ser visto como um motivo de vergonha. É preciso respeitar as individualidades e fomentar a inclusão, sempre!

Para seguir com o tratamento mais adequado, quanto antes receber o diagnóstico, melhor. Por isso, aos pais que suspeitarem dos sintomas: busquem apoio médico e multidisciplinar.  

 

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