Autismo: diagnóstico na vida adulta

27/06/2024Saúde & Diagnóstico21 Comentários

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição para a vida toda e, ao contrário do que muita gente pode pensar, nem todo diagnóstico é feito na infância. Tem sido cada vez mais comum jovens e adultos diagnosticados com TEA. 

Vale dizer que cada pessoa tem suas singularidades e que o caminho para um diagnóstico correto nem sempre é fácil ou rápido. Nesse meio tempo, a vida vai seguindo, muitas vezes, com responsabilidades comuns a essa fase. Os adultos com autismo costumam relatar  dificuldades com administração do tempo, organização de tarefas da vida diária e demandas sociais.

Avaliações em adultos e idosos com TEA mostram que são comuns desafios como: dificuldades da atenção sustentada, memória de trabalho, fluência verbal, capacidade diminuída da atenção visual seletiva e atenção dividida. Isso sem falar de situações sociais e interações interpessoais, que acabam impactando os adultos dentro do espectro.

O tratamento, vale reforçar, é individualizado, multidisciplinar e baseado em evidências, e pode melhorar muito a qualidade de vida do paciente – contribuindo para melhor compreensão de suas características e visão de mundo. 

Adultos com TEA  independentes 

Quanto antes o diagnóstico, mais cedo podem começar intervenções focadas em melhorar o dia a dia dos adultos com TEA. Um número cada vez maior vai para a faculdade, avança profissionalmente e constitui família e se muda para outra residência, mesmo que com apoio – em diferentes níveis.

O maior debate sobre o tema, a maior adaptação de ambientes (como os de trabalho e estudo), e a crescente conscientização sobre o autismo é um ponto muito positivo. Incluir é preciso. Cada pessoa com autismo é uma e todas são diferentes. Mas, o que é comum é a importância do respeito, da inclusão e do avanço de políticas públicas destinadas a quem tem TEA. 

21 Comentários

  1. O título da matéria bem atrativa, mas o conteúdo sem novidades. DECEPCIONANTE!

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  2. Tenho 62 anos. Gostaria de saber se sou autista

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    • Olá! É importante procurar profissionais especializados, como neurologistas, psiquiatras ou psicólogos. Eles poderão avaliar de forma adequada e orientar os próximos passos.

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    • Meu filho, qdo criança, foi diagnosticado com autismo leve, hoje ele está com 35 anos e nunca falei para ele , é um erro, devo falar?

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  3. Ótima matéria sobre o trabalho de arteterapia com clientes com TEA! Parabéns pela reportagem

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  4. Autistas, são pessoas muito inteligentes apesar de serem especiais , com dificuldade de interagir em grupo.

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  5. Autistas, são pessoas muito inteligentes apesar de serem especiais , com dificuldade de interagir em grupo.*

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  6. E e minha filha de 22 anos apresentamos sinais de autismo e estamos a procura de uma avaliação para diagnostico.
    Como consigo?

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  7. Como e onde posso conseguir realizar um diagnóstico para meu filho, atualmente com 21 anos, a fim de que ele possa ter identificação e participar dos direitos das pessoas com esse transtorno.

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  8. Prezados Senhores,
    Moro no Rio de Janeiro, na Zona Sul e meu neto de 26 anos pediu para morar comigo.
    Quando criança, eu estava sempre presente na vida dele e do irmão 02 anos mais velho. Não notei nada diferente de outras crianças, mas ao entrar na adolescência, ficou arredio, nas reuniões de família trajava sempre uma roupa velha e um casaco com capuz, onde escondia o olhar.
    Meu filho e nora nunca comentaram nada, diziam que era da idade… como nessa época eu trabalhava muito, não prestava muita atenção.
    Bem, os pais se mudaram para a o exterior e ele quis ficar comigo.
    Estou aposentada e na primeira semana notei que ele tinha todo comportamento de todo pouco que eu conhecia sobre TEA.
    Apesar de seus 26 anos, pediu para decorar o quarto com luzes coloridas e pinturas feitas por ele mesmo no computador. (conseguiu se formar na PUC em Design Gráfico), mesmo detestando o curso, suas notas foram altíssimas, CR acima de 8,5
    Eu preciso de ajuda para ter um diagnóstico e orientação. O Plano de Saúde é a Sul América.
    Por favor, os pais não querem conversar sobre o assunto, nem o resto da família…

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    • Olá, tudo bem? O diagnóstico tira um peso enorme. Seria interessante ver se tem a AMA na sua cidade, lá eles podem te ajudar.

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    • Oi Ana Lúcia, deixaram você numa situação bem complicada né. Mas hoje em dia tem muitos recursos e mais compreensão e aceitação de pessoas neurodivergentes como eu, meu marido e provavelmente seu neto. Sou educadora aqui em Santa Catarina e posso lhe dizer que deve marcar consulta com uma neuropsicóloga para testes e uma avaliação. Depois, deve ir a um neurologista ou psiquiatra. Eu aconselho ir no psiquiatra porque quando a gente é diagnosticado na vida adulta, já desenvolvemos outros problemas como depressão e ansiedade. Assim, você vai conseguir ajudá-lo. Também leia tudo o que puder sobre o tema. Vai dar tudo certo. Abraços, Bianca Naufel

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    • Olá querida,

      Agradeço por compartilhar sua história e o carinho com que cuida do seu neto. É muito comum que, em casos como o dele, algumas características passem despercebidas na infância e se tornem mais evidentes na adolescência ou na vida adulta. O comportamento mais reservado, as dificuldades de socialização, as preferências sensoriais (como luzes e decorações específicas) e até mesmo o contraste entre um bom desempenho acadêmico e a insatisfação pessoal podem, sim, ser indicativos de que ele precisa de um olhar mais atento.

      Buscar uma avaliação psicológica ou neuropsicológica especializada é o caminho mais indicado nesse momento. A avaliação permitirá compreender melhor como ele percebe o mundo, se há realmente traços de autismo ou outras condições que possam estar relacionadas às dificuldades que ele enfrenta, e principalmente como oferecer um suporte mais adequado e respeitoso às suas necessidades.

      Mesmo que os pais não estejam envolvidos, a sua atitude pode fazer toda a diferença. O mais importante agora é garantir que ele se sinta acolhido, compreendido e que tenha acesso a esse processo com segurança e respeito.

      Caso deseje, posso orientar sobre como iniciar esse processo de avaliação e os cuidados a serem considerados.

      Fico à disposição.

      Atenciosamente,
      Grasieli Silva Rovesta
      Psicóloga | CRP 06/195768
      Especialista em Avaliação Neuropsicológica e Transtornos do Neurodesenvolvimento

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    • Olá, Ana Lucia.
      Busque uma avaliação neuropsicólogica. Assim vc poderá encontrar as respostas que busca.
      Infelizmente o plano não cobre, mas é superimportante essa avaliação para te orientar e saber lidar com o possível diagnóstico. Terapia ocupacional, psicoterapia e psiquiatra serão necessários para seu sobrinho desenvolver habilidades para uma vida adulta e profissional.
      Boa sorte!
      Espero ter ajudado.

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    • Oi, Ana Lúcia. Procure consultá-lo com psiquiatra, preferencialmente com especialização eu/ou experiência em TEA, que ele provavelmente será encaminhado a fazer uma avaliação neuropsicológica para receber o diagnóstico adequado.

      Que bom que ele tem uma avó preocupada e com essa sensibilidade.

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    • Oi, Ana Lúcia. Procure consultá-lo com psiquiatra, preferencialmente com especialização e/ou experiência em TEA, que ele provavelmente será encaminhado a fazer uma avaliação neuropsicológica para receber o diagnóstico adequado.

      Que bom que ele tem uma avó preocupada e com essa sensibilidade.

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    • Meu neto é autista e a principio foi acompanhado por cooperativa em Brasília Df em adolecente estava no Adolecentro , onde a partir da maioridade ou seja 18 anos foi encaminhado para um posto de saúde onde a três meses Não está sendo atendido porquê dizem que não tem vagas. Discordo inteiramente da posição desses profissionais do Posto de Saúde onde acham que atingiu a maioridade é desnecessario acompanhamento psiquiatra e psicológico eles fornecem as receitas pra comprar os remédios e eu pergunto onde está a valorização e a prioridade da pessoa com Autismo TEA? Pode me orientar nesse sentido? Obrigada.

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  9. Oi Ana Lúcia, meu nome é Rosana Revelles, sou uma mulher autista e mãe de um jovem autista. Quando li seu relato parecia que você estava descrevendo meu filho. Foi exatamente assim na adolescência, parecia querer se esconder, e eu também não me liguei para um diagnóstico, e mesmo sendo educadora, não passou na minha cabeça por no meu caso, muitas coisas eu, na minha adolescência, também tinha minhas esquisitices. Acredita que ele mesmo, na pós adolescência pediu pra fazer um teste neuropsicológico, e o resultado apareceu: AUTISTA. Eu acabei precisando fazer, já que a família se envolveu, e também fui diagnosticada. Hoje meu filho tem 28 anos. Faz faculdade, suas notas são altíssimas, tem seu jeitinho, mas sabe da sua condição. Assim como eu também, e isso nos trás um alívio. Parece que tira um peso das costas. Sugiro que vc o leve para fazer uns testes neuropsicológicos. Será importante, assim como o acompanhamento de terapias em sua vida adulta. Abraços!! Tudo de bom.

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  10. Prezados,

    Sou professora de Ed. Especial,desde a década de 90…lendo o relato da Srª Ana Lúcia, passou um filme,das minhas conversas diárias com os pais,nada fácil, mas necessária.
    Ana Lúcia,procure conversar com os pais sobre a importância do diagnóstico e a diferença que vai causar na vida do seu neto.

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  11. Oi !! Boa noite, tenho duas filhas e ambas me observam muito. Elas dizem que tenho sintomas de espectro autista .
    Porém não tenho certeza . Como fazer o teste?

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  12. Ter um irmão autista é viver diariamente uma mistura de amor, aprendizado e desafios únicos. Muitas vezes, a família precisa se adaptar a uma rotina diferente, onde pequenas mudanças podem gerar grandes impactos. A comunicação pode ser difícil em alguns momentos, assim como compreender o jeito particular dele de ver e sentir o mundo. Porém, cada conquista, por menor que pareça, se torna uma vitória imensa e reforça a importância da paciência, da empatia e do apoio constante. Apesar das dificuldades, o convívio traz um crescimento pessoal enorme e ensina a valorizar a diversidade e a beleza de cada forma de ser.

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