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O que são níveis de suporte no TEA e como eles podem auxiliar no diagnóstico

8/02/2024Saúde & Diagnóstico25 Comentários

Autistas com níveis 2 e 3 de suporte apresentam um número maior de comorbidades e demandam acompanhamento terapêutico especializado

Quem já está familiarizado com a realidade do Transtorno do Espectro Autista (TEA) sabe que cada autista é um autista: embora o TEA tenha algumas características definidoras, que auxiliam no diagnóstico e no desenvolvimento de terapias, ele se manifesta de formas múltiplas e não há um padrão para as capacidades e a personalidade de cada indivíduo.

O que acontece durante o processo de diagnóstico é bem diferente de colocar a pessoa com TEA em uma “caixinha” cheia de estereótipos e predefinições sobre o que é ser autista. Durante a investigação do TEA, os especialistas precisam encontrar alguns denominadores comuns, mas que não reduzem a pessoa a uma só definição.

A principal divisão que conhecemos hoje, estabelecida pelo manual do DSM-5, é a que classifica cada autista dentro de um determinado nível de suporte. Os três níveis de suporte classificam as pessoas com TEA de acordo com a possibilidade de autonomia.

‌Autistas nível 1 de suporte costumam imitar comportamentos de pessoas neurotípicas

São eles:

Nível 1 de suporte – Em geral, são pessoas que lidam com dificuldades para manter e seguir normas sociais, apresentam comportamentos inflexíveis e dificuldade de interação social desde a infância.

Podem ser mais difíceis de serem diagnosticados pelo masking, estratégia adotada por muitas pessoas com TEA desde a infância para evitarem bullying, sofrimento psicológico e estresse.

No masking, as pessoas com TEA tentam, a partir da imitação do comportamento de pessoas neurotípicas, esconderem o transtorno e se comportarem da forma que a sociedade espera. Ao longo da vida, autistas que tiveram que recorrer a estratégia para se sentirem seguros sentem ainda mais dificuldade de se expressar livremente, precisando de apoio psicológico para desfazer os efeitos negativos do masking.

Mesmo que tenham um nível maior de autonomia para algumas tarefas, vale lembrar que o autista de suporte 1 não é “menos” autista do que uma pessoa de suporte 2 ou 3. O autista de nível 1 sente impactos consideráveis do transtorno em seu cotidiano, e continua precisando de terapias e acompanhamento profissional.

‌Autistas níveis 2 e 3 apresentam déficits mais marcantes na comunicação

Nível 2 de suporte: em geral, apresentam comportamento social atípico, rigidez cognitiva, dificuldades de lidar com mudanças e hiperfoco (interesse intenso por determinados objetos, pessoas ou temas). Nesse nível do espectro, o autista demonstra déficits marcantes na conversação, com respostas reduzidas ou consideradas atípicas. As dificuldades de linguagem são aparentes mesmo quando a pessoa tem algum suporte, e a sua iniciativa para interagir com os outros é limitada.

Nível 3 de suporte: nestes casos, os indivíduos têm dificuldades graves no seu cotidiano e déficit severo de comunicação, com uma resposta mínima a interações com outras pessoas e a iniciativa própria de conversar muito limitada. Também podem adotar comportamentos repetitivos, como bater o corpo contra uma superfície ou girar, e apresentarem grande estresse ao serem solicitados a mudarem de tarefa.

Autistas nível 2 e 3 de suporte também apresentam uma incidência maior de comorbidades, como depressão, TDAH, TOC, ansiedade, epilepsia, distúrbios do sono, dificuldades de fala, distúrbios gastrointestinais, deficiência intelectual e dificuldades de coordenação motora.

Nível de suporte não resume o autista porque transtorno se manifesta em cada indivíduo de forma diferente

Vale lembrar que o nível de suporte não consegue definir o autista por completo. Autistas de nível 3 de suporte podem escrever um livro com ajuda de comunicação aumentada, por exemplo, mas não conseguirem ir ao banheiro ou tomarem banho sem ajuda. Autistas de nível 1 podem ter dificuldades consideráveis de socialização e aprendizado, mesmo que grande parte das pessoas nesse nível do espectro tenha mais autonomia.

Outro exemplo de como cada pessoa com TEA precisa ser analisada de forma personalizada é a deficiência intelectual. Nem todo autista não verbal possui deficiência intelectual, assim como nem toda pessoa nível 1 de suporte possui altas habilidades e superdotação. Apenas o acompanhamento terapêutico a longo prazo pode ajudar cada autista a conhecer a sua individualidade e múltiplas capacidades.

Escrito por Stefanie Garcia, Teia.Work

25 Comentários

  1. Boa noite , gostaria de receber informações ,participo de um grupo de mães , e necessitamos de informações.

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    • Olá! Aqui no blog do Autismo e Realidade você já encontra diversos conteúdos sobre desenvolvimento infantil e o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
      Se quiser receber nossos materiais, basta se cadastrar em nossa newsletter, na página inicial do site.

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  2. Olá boa tarde,meu sobrinho é nenê tem 2 e meio e teve um diagnóstico de autismo nivel 2 a minha cunhada e meu irmao nao tem muito conhecimento eu queria saber os direitos que ele tem alem do atendimento especial que algumas escolas oferencem!Para eu poder orienta-los
    Eles moram no interior do Pará e la tem poucos recursos.
    61995019533
    O nome dele é Enzo

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  3. Minha filha tem 8 anos mais ainda ñ conseguimos fecha o diagnóstico
    Ele nasceu de 7 meses falar normal andar já está lendo
    Mas tem dificuldade de iniciar uma conversa de fazer amigos , de expressas seu sentimentos , esquecer as coisas rápido se disconsentar com facilidade
    Muito calada

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    • Minha filha tem 3 anos, laudo há 4 meses , todos os desenvolvimentos foram na idade correta, autista nível 2 pois tem dificuldade em comunicação. Laudo em conjunto com neuropediatra, neuropsicólogo e fono

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    • Com base nas características que você mencionou, algumas possibilidades podem ser consideradas, como dificuldades relacionadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) em um nível mais leve, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), ou questões emocionais ou sociais que podem estar afetando o comportamento dela.

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    • Boa tarde. Gostaria de mais informações sobre TEA

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      • Olá! Aqui no blog do Autismo e Realidade você já encontra diversos conteúdos sobre desenvolvimento infantil e o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
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    • Acredito que seja importante continuar a investigação na observação e avaliação da criança, pois pode ajudar a identificar se a dificuldade de interação social é um traço do autismo ou de outro transtorno.

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    • O autista com acompanhante em cada fase do desenvolvimento facilita muito para obtermos um diagnóstico eficaz, e com a ajuda dos familiares fica bem melhor para que juntos consiga um bom resultado.

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    • Sou professora da rede pública estadual de MG e vejo que sinda existem várias crianças dentro de sala de aula que ainda não tem laudo e por isso não se beneficiam de suporte.

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  4. Gosto do conteúdo

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    • Às crianças com TEA, são surpreendentes e provocam em nós desafios que nos enobrecem.

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    • Às crianças com TEA são espetaculares e o conteúdo tem ajuda a entendelas.

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    • Sempre tive afinidade para com as deficiências, me especializei na área e tive meu filho, logo percebi traços autisticos nele, começamos com a intervenção Precoce. Com 2 anos e meio foi laudado. Agora estou em processo de investigação. A importante de reconhecermos precocemente os sinais é começarmos com as intervenções a qualidade de vida e o desenvolvimento, as habilidades sócias e de comunicação, são excelentes.

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  5. Bom dia!
    Sou professor de Jiu-Jitsu e ontem onde dou aula, veio uma criança com TDA suporte nível 1. Para minha sorte já havia assistido duas palestras sobre espectro autista e não fui pego tão de surpresa.
    Gostaria de saber de vocês se poderiam me dar uma dica de qual exercícios seriam mais indicados para começar com essa criança.
    Obrigado

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  6. As escolas não estão nem um pouco preparada.para atender essas crianças.muito menos municipal e estadual.tem de atualizar professores.e dar orientação a esses professores.como lidar com crianças.assim.cursos…os governantes.nao se preocupam.n. Pouco.de qualificar.profissionais!

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  7. Tenho 53 anos, nível 1, mascarei o máximo que pude para fazer parte da sociedade e ainda hoje não consigo falar para qualquer pessoa sobre esse condição.
    Tenho medo de pessoas falando devagar e sempre me tratando como um novo pet sem uma das patinhas.
    Sou capaz, dirijo, tenho casa, trabalho como marido de aluguel. Sou extremamente sociável, então me esgoto e me isolo.
    Tomo banho no escuro e de olhos fechados, tenho TOC com limpeza e simetria, falo sozinha e alto, tenho hiper sensibilidade a cheiros, chego a vomitar em público. Prefiro trabalhar sozinha. Sou metódica e chata. Uma vez tendo provado algo que não gostei, não tento de novo. Se alguém me dá o nome errado (por brincadeira) não consigo chamar pelo nome certo, nunca mais. Tenho dificuldade para dirigir para lugares novos, viajar, dormir fora por conta de barulhos, luz ou cheiros. Não tomo nem água em casas sujas. Não consigo abraçar pessoas com mal cheiro e pior EU FALO PRA ELAS QUE ESTÃO FEDENDO. Não gosto que toquem meu cabelo e tenho muita dificuldade para achar cabeleiros, sempre acho que vão estragar tudo. É exaustivo, cansativo, doloroso e triste viver na minha pele todos os dias, pois me esforço demais para parecer “normal” e acabo sendo prepotente, irritante, mal humorada e arrogante. 🥺😔

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  8. e muito importante o acompanhamento e a conciencia da familia para o desenvolvimento que as criancas prescisam desde de pequenos

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  9. Excelente conteúdo. Meu filho tem 17 anos, com 1 ano foi diagnosticado com atraso global do desenvolvimento, começou sustentar a cabeça com 8 meses, andar e falar com 4 anos, chorava muito, não demonstrava sentimento como sorrir, ficar sério, fazer careta, nunca colocou coisas na boca, não gosta de beber agua.. Mas não tem um relatório confirmando o transtorno do espectro nem o nível de suporte.

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  10. Gosto do conteúdo

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  11. Muito boas informações

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  12. Minha filha nasceu de 6 meses e meio e, há pouco, foi diagnosticada com TEA suporte 1, mais TDAH e TAG. Hoje ela tem 20 anos e nunca desconfiei que ela tivesse TEA. Ela já possui ajuda psicológica e psiquiátrica por conta dos outros transtornos. Conteúdos como esse ajudam a entender melhor o TEA e seus níveis. Obrigada por nos auxiliar!!!!

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  13. Meu filho é autista e estuda e não tem tanta dificuldade na escola. Mais tem muita dificuldade na socialização.

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  14. Informações muito úteis pra que está atuando na área.

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